sexta-feira, 22 de maio de 2015

IMPORTÂNCIA A CURA DO UMBIGO DO BEZERRO RECÉM-NASCIDO

Infelizmente, ainda hoje, muitos produtores de leite e de gado de corte desconhecem ou não dão o devido valor a uma das boas práticas de manejo mais importantes na criação de bezerros, que é cura da região umbilical imediatamente após o nascimento e de forma correta. Por isso, temos encontrado, em nossa prática diária, um número muito alto de bezerros com infecções umbilicais (onfalites), chegando a até 60 a 70% dos bezerros em várias propriedades que tivemos a oportunidade de acompanhar. Para entendermos a importância da adequada cura da região umbilical do bezerro recémnascido, podemos chamar o cordão umbilical de “linha da vida”, antes do nascimento do bezerro, pois, por ele, chegam ao sangue do feto o oxigênio e todos os nutrientes que este precisa para se desenvolver, vindos do sangue da mãe, e sai tudo aquilo que não serve mais para o bezerro dentro do útero. Após o nascimento, o cordão umbilical pode se tornar a ¨ linha da morte ¨, caso a região umbilical não seja curada corretamente. Se a cura da região umbilical for tardia e mal feita, as estruturas que formam o cordão umbilical (veia, artérias e o úraco, que é um canal que chega até a bexiga) permanecerão abertas, tornando-se portas de entrada para bactérias que irão causar infecções em diferentes locais do organismo do bezerro. Antes de falarmos sobre quando e como curar adequadamente a região umbilical do bezerro, cabe salientar que a primeira causa de onfalites em uma fazenda é o fato de os bezerros não nascerem em um local limpo e seco, bem drenado, sem amontoados de esterco ou lama e com boa cobertura de gramíneas no solo. Muitas vezes, o parto ocorre no curral, que é o local mais contaminado da fazenda e onde, frequentemente, podemos observar a presença excesso de fezes, lama ou muita umidade e matéria orgânica. Por isso, toda propriedade, sobretudo de gado de leite, deve ter um piquete maternidade, alocado em um terreno que tenha leve declividade para não ocorrer encharcamento, formando lama, e que se mantenha com boa cobertura de gramíneas ao longo do ano. Caso contrário, de nada adiantaria curarmos adequadamente a região umbilical, pois estaríamos, literalmente, “correndo atrás do prejuízo”, uma vez que a infecção do cordão umbilical já teria acontecido muito antes da cura e se espalhado por todo o corpo do bezerro.

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