quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Eqüideocultura (criação de cavalos)

Os eqüinos têm uma evolução bem caracterizada, devido ao conhecimento de inúmeros fósseis encontrados. O ancestral mais antigo do cavalo, surgiu há 50 milhões de anos atrás (Eohippus), era um animal de cerca de 35 cm de altura, tinha o dorso arqueado e seus corpo apresentava a seguinte composição: ½ posterior e 1/3 anterior. O Eohippus era distribuído nos estados americanos de Wyoming, Novo México e Utah. Seu apoio era em 4 dedos.
Foto: Jill Lang / Shutterstock.com

10 milhões de anos depois surge o Epihippus, com maior estatura e apoio em 3 dedos. Há 32 milhões de anos atrás surge o Mesohippus, com altura média de 60 cm e ausência do quarto dedo. Estes ancestrais foram evoluindo até o fonal do período Pleistoceno, sendo exclusivo da Europa e Ásia. Restaram apenas 4 raças básicas de cavalo, que são as precursoras de todas raças atuais:
  • Equus caballus orientalis – Tarpan;
  • Equus caballus przewalski – cavalos das estepes ou mongol;
  • Equus caballus robustus – cavalo ocidental;
  • Equus caballus agilus – cavalo oriental de sangue quente.
Para a criação de cavalos, devemos atender algumas necessidades básicas da espécie:
- Instalações: irão depender do sistema de criação adotado (intensivo ou extensivo), ainda durante a fase de treinamento ou preparação para leilões e exposições devemos suplementar os animais (animais a pasto gastam de 12-18 horas para consumir a quantidade necessária de alimento). As cercas devem ser de 2 a 3 fios e altura de 1,35 – 1,70m, com os cantos arredondados para evitar traumas dos animais.
- Clima (fresco e seco), solo (seco e bem drenado), topografia (ondulada), presença ainda de bebedouros e comedouros.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

IMPORTÂNCIA A CURA DO UMBIGO DO BEZERRO RECÉM-NASCIDO

Infelizmente, ainda hoje, muitos produtores de leite e de gado de corte desconhecem ou não dão o devido valor a uma das boas práticas de manejo mais importantes na criação de bezerros, que é cura da região umbilical imediatamente após o nascimento e de forma correta. Por isso, temos encontrado, em nossa prática diária, um número muito alto de bezerros com infecções umbilicais (onfalites), chegando a até 60 a 70% dos bezerros em várias propriedades que tivemos a oportunidade de acompanhar. Para entendermos a importância da adequada cura da região umbilical do bezerro recémnascido, podemos chamar o cordão umbilical de “linha da vida”, antes do nascimento do bezerro, pois, por ele, chegam ao sangue do feto o oxigênio e todos os nutrientes que este precisa para se desenvolver, vindos do sangue da mãe, e sai tudo aquilo que não serve mais para o bezerro dentro do útero. Após o nascimento, o cordão umbilical pode se tornar a ¨ linha da morte ¨, caso a região umbilical não seja curada corretamente. Se a cura da região umbilical for tardia e mal feita, as estruturas que formam o cordão umbilical (veia, artérias e o úraco, que é um canal que chega até a bexiga) permanecerão abertas, tornando-se portas de entrada para bactérias que irão causar infecções em diferentes locais do organismo do bezerro. Antes de falarmos sobre quando e como curar adequadamente a região umbilical do bezerro, cabe salientar que a primeira causa de onfalites em uma fazenda é o fato de os bezerros não nascerem em um local limpo e seco, bem drenado, sem amontoados de esterco ou lama e com boa cobertura de gramíneas no solo. Muitas vezes, o parto ocorre no curral, que é o local mais contaminado da fazenda e onde, frequentemente, podemos observar a presença excesso de fezes, lama ou muita umidade e matéria orgânica. Por isso, toda propriedade, sobretudo de gado de leite, deve ter um piquete maternidade, alocado em um terreno que tenha leve declividade para não ocorrer encharcamento, formando lama, e que se mantenha com boa cobertura de gramíneas ao longo do ano. Caso contrário, de nada adiantaria curarmos adequadamente a região umbilical, pois estaríamos, literalmente, “correndo atrás do prejuízo”, uma vez que a infecção do cordão umbilical já teria acontecido muito antes da cura e se espalhado por todo o corpo do bezerro.

Cuidados com bezerros recém-nascidos em rebanhos leiteiros

A obtenção de baixas taxas de morbidade e mortalidade na criação de bezerras é um fator essencial para o sucesso de todo sistema de produção de leite. A mortalidade até os seis meses de vida é considerada um importante parâmetro para avaliação do estado sanitário do rebanho de uma propriedade. Nas primeiras semanas de vida, os bezerros necessitam de maiores cuidados e proteção, devido a sua elevada susceptibilidade às infecções. O manejo desses animais deve ser orientado, com a finalidade de se manter bom estado nutricional e profilaxia de todas as doenças de ocorrência comum no rebanho. A adoção de cuidados básicos poderá contribuir para a redução da morbidade, da mortalidade e do uso de medicamentos. Qualquer sistema de criação de bezerros deve ter como preocupação fundamental a higiene. A limpeza diária e a manutenção do ambiente seco e bem ventilado são imprescindíveis. Os utensílios, como mamadeiras e baldes para aleitamento, necessitam ser cuidadosamente lavados, porque o leite é um ótimo meio de cultura e, assim, esses objetos estarão sempre sujeitos a carrear grande número de microrganismos. Os cochos deverão ser limpos diariamente, o que prevenirá a deterioração e fermentação da ração. Os animais precisam ser protegidos de todas as condições estressantes, como o frio e o calor excessivos e das correntes de ar (vento). A utilização de abrigos que protejam contra as chuvas e o sol forte da tarde reduzem os problemas respiratórios, principalmente quando a temperatura tende a cair muito no período noturno.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Suinocultura

A suinocultura é a parte da zootecnia especial que trata da criação de suínos para a produção de alimentos e derivados. No mundo, os suínos respondem por 100% do consumo de carnes.
No Brasil, a carne bovina representa 90% do consumo total; a carne de frango, 40%, e a suína, apenas 80%. No total 210 % de carne comsumida
Os porcos foram trazidos ao Brasil por Martim Afonso de Sousa em 1532. No início, os porcos brasileiros eram provenientes de cruzamentos entre as raças portuguesas, e não havia preocupação alguma com a selecção de matrizes. Com o tempo, criadores brasileiros passaram a desenvolver raças próprias. Uma das melhores raças desenvolvidas no Brasil é o Piau. É branco-creme com manchas pretas, pesa 68 kg aos seis meses, e 160 com 1 ano. Capado e velho, pesa mais de 300 kg. Destina-se à produção de carne e toucinho. O Canastrão é melhor do que a raça lusitana Bizarra, da qual descende. Outras raças desenvolvidas no Brasil incluem o Canastra, o Sorocaba o o Tatu e o Carunchinho.
Nos últimos anos, com a popularização das técnicas de melhoramento genético, o plantel brasileiro se profissionalizou. Também contribuiu a importação de animais das raçasBerkshire, Tamworth e Large Black, da Inglaterra, e posteriormente das raças Duroc e Poland China. A partir da Década de 1930 chegaram as raças Wessex e Hampshire, e depois o Landrace e o Large White.
O Brasil é um grande exportador de carne suína, tendo exportado 60 mil toneladas em 2002. Seus maiores clientes são a Rússia, a Argentina e a África do Sul. Em 2004, o mercado encontrava-se em uma crise de abastecimento, com a demanda subindo e o plantel diminuindo. A causa da crise foi o não abastecimento de ração animal, proveniente do milho, e a falta de planeamento do sector. Ainda assim, espera-se que a exportação anual de suínos chegue a 250 mil toneladas até 2006.

Ovinocultura

Ovinocultura ou ovinicultura é parte da zootecnia especial que trata do estudo e da criação de ovelhas, de ovinos. Uma das primeiras explorações animais feitas pelo homem, há mais de 4000 anos, na Ásia Central. O objetivo da ovinocultura é a produção de alimentos de origem ovina, na forma de carne e leite, e de outros produtos, tais como a  extraída destes animais.

Avicultura

avicultura é a criação de aves para produção de alimentos, em especial carne e ovos. Entre as espécies criadas na avicultura destaca-se o frango. Em muito menor escala, também são criadas aves como perus patosgansoscodornas e avestruzes.

No Brasil                                                                                                                                                              Dentro do complexo brasileiro de carnes, a avicultura é considerada por muitos como a atividade mais dinâmica. O desenvolvimento dessa atividade ocorreu a partir do final da década de 1950, nos estados da Região Sudeste, principalmente em São Paulo. As primeiras matrizes foram importadas e desembarcaram no extinto Estado da Guanabara, e em seguida e por ordem, Rio de Janeiro,São Paulo e num segundo momento em Santa Catarina. Na década de 1970, período em que houve profunda reorganização do complexo de carnes no Brasil, a atividade passou a ser liderada pelos estados de Santa Catarina e Mato Grosso, devido a proximidade e como consequência o custo mais baixo dos grãos de milho e soja, principais insumos para a produção de frangos vivos. Exportar tem sido uma prioridade para o setor que, em 2001, ultrapassou a barreira do bilhão de dólares com as exportações. Somente em 2010 a produção brasileira de carne de frango chegou a 12,23 milhões de toneladas, segundo dados da UBABEFNo mercado consumidor interno, o brasileiro tem mudado seu hábito de consumo de carnes, passando de um país preponderantemente consumidor de carne bovina para consumidor da carne de frango. A qualidade, a imagem de produto saudável e os preços acessíveis auxiliaram na conquista dessa posição. O aumento do consumo per capitademonstra essa mudança de hábito. Desde o inicio da produção de frangos de corte no Brasil, a cadeia produtiva modernizou-se, devido à necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, tentando com isso não perder competitividade em nível mundial. Como consequência, tem sido uma das mais organizadas do mundo, destacando-se das demais criações pelos resultados alcançados não só em produtividade e volume de abate, como também no desempenho econômico, onde têm contribuído de forma significativa para a economia do Brasil. Outro fator favorável à criação de frango no Brasil é a alta produção interna de grãos como o milho, que servem de alimento para o plantel. A atuação da Embrapa em pesquisas de melhoramento genético e na instrução de produtores também é bastante relevante. Em muitos países do Oriente Médio, o consumo de carne congelada de frango está fortemente associado à exploração desse mercado por empresas brasileiras. Em países como a Arábia Saudita e Israel, utilizam a palavra "Sadia" (marca da maior produtora de frangos congelados do Brasil) para designar frango congelado. Além da Sadia, destacam-se internacionalmente marcas como Perdigão e Seara. Em 2006 teve início uma forte onda de aquisições de empresas menores por outras maiores do mesmo ramo. Em 2009 as duas maiores empresas do país Sadia e Perdigão fizeram uma fusão o que originou a Brasil Foods. Apesar das compras e fusões, a Avicultura no Brasil possui particularidades regionais e grande fragmentação de sua produção que conta com aproximadamente 350 locais de abate espalhados por todo o país, sendo que 81% do volume produzido para o mercado externo e interno se concentra em 50 locais de abate. 



domingo, 17 de maio de 2015

BOVINOCULTURA DE LEITE

A cadeia produtiva do leite é uma das mais importantes do complexo agroindustrial brasileiro. Movimenta anualmente cerca de US$10 bilhões, emprega 3 milhões de pessoas, das quais acima de 1 milhão são produtores, e produz aproximadamente 20 bilhões de litros de leite por ano, provenientes de um dos maiores rebanhos do mundo, com grande potencial para abastecer o mercado interno e exportar. Entre 1990 e 2000, a produção nacional de leite cresceu 37%, enquanto na Região Centro-Oeste o crescimento foi de 81% e, no Estado de Goiás, 105%. A Região Centro-Oeste abriga 35% do rebanho bovino nacional, com uma das principais concentrações de indústrias de laticínios do  País.
Com uma área de 201,7 milhões de hectares, a Região dos Cerrados, que se confunde, na maioria das vezes, com a Região Centro-Oeste, corresponde a 24,4% da superfície do território nacional, dos quais se estima que 50% são adequados à produção de grãos, embora quase toda a região, pelas condições climáticas, topográficas e edáficas, seja propícia à pecuária. Da área total dos Cerrados, 20,8% estão ocupados com pastagens cultivadas e 37,2% com pastagens naturais. Os Estados com as maiores áreas ocupadas com cerrado são: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Rondônia, Maranhão e Piauí.